Cessar-fogo desmorona após ataques a petroleiros
Os Estados Unidos e o Irã trocaram pesados ataques pela segunda noite consecutiva na quarta-feira, depois que o presidente Donald Trump declarou que o acordo de cessar-fogo provisório assinado em 17 de junho estava 'acabado'. O Comando Central dos EUA afirmou que os ataques visaram capacidades iranianas nos portos do sul de Bandar Abbas, Sirik e Jask — todos locais estratégicos ao longo do Estreito de Ormuz. As ofensivas ocorreram em resposta a ataques iranianos a três petroleiros comerciais que transitavam pela via navegável vital.
Trump: 'Eles são escória'
Falando da cúpula da Otan em Ancara, Trump disse a jornalistas: 'Não quero mais lidar com eles, são escória'. Mais tarde, ele postou no Truth Social que os EUA os 'atingiriam forte novamente esta noite'. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu no X: 'Não respondemos à vulgaridade com vulgaridade, mas com ação: destemidamente e com grande valor'. A mídia estatal iraniana relatou oito explosões em Bandar Abbas e incêndios em um quartel da Guarda Revolucionária em Bushehr.
Caminho diplomático se estreita
Apesar da retórica dura do presidente, Trump disse que seus negociadores Steve Witkoff e Jared Kushner poderiam continuar conversando — uma admissão, segundo analistas, de que os EUA não têm opção melhor que negociações. O memorando de entendimento de 14 pontos incluía uma janela de cessar-fogo de 60 dias, passagem segura pelo Estreito de Ormuz e alívio de sanções ao Irã. Mediadores descreveram a atmosfera atual como 'muito tensa' após o pior intercâmbio militar desde o início da guerra em 28 de fevereiro.