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Houthis tomam a ilha de Perim e apertam o cerco ao estreito de Bab el-Mandeb

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Forças houthis apoiadas pelo Irã tomaram a ilha de Mayun, também conhecida como Perim, no ponto mais estreito do estreito de Bab el-Mandeb. A ilha vulcânica rochosa divide o canal em duas rotas de navegação entre o Iêmen e o Chifre da África.

Autoridades do governo iemenita disseram que suas forças se retiraram da ilha antes da chegada dos combatentes houthis em barcos. Os houthis também controlam o porto de Mocha e a ilha de Hanish, dominando agora a maior parte do litoral iemenita do Mar Vermelho.

Uma nova frente na guerra do Irã

O avanço é o maior ganho territorial do grupo desde que uma trégua em 2022 pausou a guerra civil iemenita. Ocorre quando o conflito mais amplo entre Estados Unidos e Irã ultrapassa a marca de seis meses, com o Estreito de Ormuz já perturbado.

Bab el-Mandeb tem apenas cerca de 26 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito. Da ilha, os combatentes podem observar o tráfego em ambas as direções e alcançar navios que passam com armas costeiras. Analistas dizem que essa é uma forma mais barata de ameaçar a navegação do que os mísseis antinavio de longo alcance usados pelos houthis em campanhas anteriores.

O governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita disse que defende a liberdade de navegação e condenou novos ataques houthis contra a Arábia Saudita. Pediu apoio internacional.

Petróleo, diesel e custos de transporte

O momento é custoso. O petróleo bruto tem sido negociado acima de US$ 100 o barril, e o diesel nos Estados Unidos atingiu um recorde de US$ 6 o galão no início de setembro. A Arábia Saudita fechou seu oleoduto Leste-Oeste após vários ataques, cortando uma rota que permite ao reino mover petróleo sem passar por Ormuz.

Empresas de navegação avaliam rotas mais longas ao redor do Cabo da Boa Esperança. Essas viagens adicionam semanas, queimam mais combustível e elevam fretes e prêmios de seguro.

Autoridades da ONU alertaram que os combates entre houthis e forças governamentais encerram um período de relativa calma no Iêmen e podem deslocar mais civis.

O que vem a seguir

Analistas militares esperam que os houthis usem a ilha como base para vigilância e operações com pequenas embarcações, em vez de posição fixa de artilharia, que seria fácil de atingir. Relatos de que a Guarda Revolucionária do Irã enviou assessores para apoiar a campanha não puderam ser confirmados de forma independente.

Por ora, o grupo controla um ponto de estrangulamento que passou anos tentando alcançar, e tem nova influência sobre uma via navegável que transporta grande parte do comércio global.

Fonte: AP