Cortejando o boom da IA
San Jose passou mais de um ano cortejando o desenvolvimento de data centers, na esperança de que os projetos gerem impostos imobiliários e de serviços públicos. Cerca de 20 data centers já operam na cidade de quase um milhão de habitantes, e mais de 100 estão espalhados pelo Vale do Silício.
Autoridades municipais estimam que cada nova instalação possa gerar entre US$ 3 milhões e US$ 6 milhões por ano em impostos para serviços como polícia, bombeiros, bibliotecas, estradas e parques.
Resistência cresce
Moradores e grupos ambientais se organizam contra uma onda de projetos propostos. Dizem que houve pouco engajamento comunitário significativo e informação pública insuficiente sobre quanta eletricidade e água os prédios consomem, ou se a receita prometida compensará a pressão sobre a rede.
Disputas semelhantes ocorrem em outras partes do estado. Um data center proposto perto de Shasta reuniu dezenas de milhares de assinaturas em petição e oposição da Tribo Winnemem Wintu; a cidade estimou que criaria cerca de 15 empregos de longo prazo.
Indústria rebate
A Data Center Coalition, grupo industrial cujos membros incluem Google, Meta, OpenAI e Anthropic, disse apoiar crescimento responsável, mas argumentou que projetos estaduais penalizam injustamente data centers em vez de outros grandes consumidores industriais e comerciais de eletricidade. O grupo alertou que as medidas podem desencorajar investimento e levar empregos, receita e projetos para outros estados.
Autoridades de San Jose começaram a redigir normas para data centers e outros grandes consumidores de energia, e realizaram fóruns comunitários que antecedem a AI Infra Summit 2026 no Santa Clara Convention Center. Por ora, o debate se resume a perguntas que a cidade não respondeu totalmente: quanta energia e água cada projeto precisa, e quem paga pelas melhorias.