Meio ambiente

Temperaturas dos oceanos a caminho de quebrar recorde histórico, alertam cientistas

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Mares mais quentes já registrados

As temperaturas globais dos oceanos devem quebrar o recorde histórico este ano, alertam cientistas. Dados de agências de monitoramento mostram temperaturas da superfície do mar acima de todos os anos anteriores no mesmo ponto do calendário. A tendência segue dois anos de calor oceânico recorde.

Os oceanos absorvem a maior parte do calor extra retido pelos gases de efeito estufa. Isso torna a temperatura da superfície do mar um dos sinais mais claros das mudanças climáticas. As leituras atuais apontam para mais um ano de ondas de calor marinhas em muitas regiões.

O que oceanos mais quentes significam

Mares mais quentes alimentam tempestades mais fortes. Furacões e tufões extraem energia da água superficial quente, então o calor oceânico recorde aumenta o risco de ciclones intensos nesta temporada. Os recifes de coral também sofrem quando a água permanece quente por longos períodos, desencadeando eventos de branqueamento que podem matar os recifes.

As comunidades pesqueiras e costeiras sentem os efeitos primeiro. As espécies de peixes se movem em direção a águas mais frias, interrompendo as capturas e as economias locais. As ondas de calor marinhas já causaram mortes em massa de aves marinhas e mamíferos marinhos nos últimos anos.

Olhando para o futuro

Cientistas dizem que o calor oceânico continuará subindo até que as emissões caiam drasticamente. Ciclos naturais de curto prazo podem empurrar as temperaturas para cima ou para baixo, mas a tendência de aquecimento de longo prazo continua. Pesquisadores estão observando sinais de que os oceanos podem estar perdendo alguma capacidade de absorver calor.

Modelos climáticos projetam mais anos recordes pela frente. Cientistas pedem cortes mais rápidos no uso de combustíveis fósseis e mais investimento na adaptação das regiões costeiras. O conteúdo de calor do oceano, observam, é uma medida de quanto trabalho resta.

O recorde vem com um custo humano. Cidades costeiras enfrentam mais inundações à medida que a água quente se expande e as geleiras derretem no mar. Os custos de seguro estão subindo em regiões expostas, e algumas comunidades já estão planejando recuar do litoral. Indústrias marinhas, do turismo ao transporte, estão ajustando horários e rotas para lidar com as condições em mudança.

As agências de monitoramento divulgarão seus rankings finais no final do ano. Se este ano estabelece um novo recorde ou fica um pouco abaixo, a última década entregou os oceanos mais quentes já medidos. Os cientistas dizem que a direção é clara, e o ritmo depende da rapidez com que o mundo corta as emissões.

Fonte: Nature