Primeira grande restrição de IA na educação
O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre anunciou na sexta-feira uma proibição quase total do uso de ferramentas de IA generativa em escolas primárias, tornando a Noruega um dos primeiros países a impor restrições abrangentes à IA na educação. A partir do final de agosto, crianças de 6 a 13 anos serão proibidas de usar IA em ambiente escolar. Alunos mais velhos terão acesso supervisionado ou por faixa etária.
Preocupações com o desenvolvimento cognitivo
A decisão decorre de evidências crescentes de que a IA generativa pode prejudicar o desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais das crianças. Støre disse que o uso da IA aumenta o risco de que crianças percam etapas importantes na educação. A medida faz parte de esforços para lidar com a queda nos resultados de testes, incluindo aumento de gastos com livros físicos e planos de proibir redes sociais para menores de 16 anos.
Implicações globais
A política norueguesa é um alerta para a indústria de tecnologia educacional, sinalizando que as salas de aula estão se tornando a primeira arena onde governos separam capacidade de IA do valor educacional. A medida segue a Austrália e outras nações na restrição de dispositivos eletrônicos para jovens, enquanto pais e professores nos EUA se opõem cada vez mais à entrada da IA nas escolas.