Mundo

Cheias no Nepal matam mais de 1.000; equipes cavam túneis em busca de trabalhadores presos

10 visualizações

Túneis viraram armadilhas mortais

O número de mortos nas enchentes relâmpago da semana passada na fronteira entre Nepal e Tibete passou de 1.000, e equipes de resgate ainda cavam túneis cheios de lama onde mais de 600 trabalhadores de usinas hidrelétricas são dados como presos. Autoridades no Nepal dizem que cerca de 3.900 pessoas continuam desaparecidas, a maioria de vilarejos arrastados quando a água desceu o vale do rio Bhote Koshi.

Famílias esperam e têm esperança

O desastre começou quando um deslizamento de terra enviou água de um lago glacial de alta altitude rio abaixo. Trabalhadores em usinas ao longo do rio Trishuli tiveram pouco tempo para reagir. Equipes de resgate lideradas por militares chineses e nepaleses estão explodindo encostas para alcançar os presos. O primeiro-ministro Balendra Shah disse que 279 pessoas foram resgatadas. Famílias dos desaparecidos acampam perto das entradas dos túneis, esperando por notícias. Muitos trabalhavam em projetos hidrelétricos, incluindo a usina de Chilime, uma das áreas mais atingidas.

Esforços de resgate continuam

A escala do desastre levantou questões sobre a preparação do Nepal para enchentes climáticas. Cientistas dizem que o aquecimento derrete geleiras mais rápido, deixando lagos instáveis. A enchente também atingiu o lado tibetano, com informações limitadas sobre vítimas. Autoridades dizem que as chances de encontrar sobreviventes diminuem, mas a busca não parou. Cerca de 4.000 pessoas seguem desaparecidas nos dois países, e agências de ajuda alertam que vilarejos remotos podem estar isolados. O governo diz que o foco agora será a reabilitação.

Fonte: BBC News