Política

Juiz rejeita ação do Departamento de Justiça sobre eleição para o Senado no Alasca

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Uma ameaça jurídica removida antes do dia da votação

Um juiz federal rejeitou uma ação do Departamento de Justiça sobre a eleição para o Senado no Alasca. A ação pedia que a corte interviesse na contagem do estado e abriria a porta para bloquear a certificação do resultado caso o senador republicano Dan Sullivan perdesse. A rejeição remove, ao menos por ora, a ameaça jurídica mais direta que pairava sobre uma das disputas mais observadas do ciclo.

Sullivan respondeu dizendo que honraria o resultado da eleição, seja qual for. Sua rival democrata, a deputada Mary Peltola, construiu sua campanha em torno do espírito independente do estado e de seu histórico na Câmara.

Agenda de campanha interrompida por acidente de carro

Peltola adiou eventos de campanha após sofrer o que sua equipe descreveu como ferimentos leves em um acidente de carro. Ela deveria voltar à campanha em poucos dias. A interrupção veio no pior momento possível, com a votação antecipada já em andamento e o fim de semana final dedicado às operações de mobilização de eleitores.

O governador do Alasca havia ordenado separadamente uma investigação sobre alegações de que a campanha de Peltola recrutou um homem com o mesmo nome de seu oponente republicano para concorrer ao cargo, alegação que sua campanha nega. Autoridades eleitorais dizem que a cédula listará os candidatos conforme registrados.

Interesses nacionais em uma cédula local

Os eleitores vão às urnas na terça-feira para decidir todos os 435 assentos da Câmara e 35 dos 100 assentos do Senado. O controle de ambas as casas está em jogo, e alguns estados, entre eles o Alasca, podem decidir a maioria no Senado.

O Departamento de Justiça também exigiu que condados da Califórnia ajudem a identificar eleitores não cidadãos, parte de uma ofensiva mais ampla do governo na administração eleitoral. Grupos de direitos civis contestaram várias dessas exigências na Justiça. Autoridades eleitorais de ambos os partidos alertaram que disputas jurídicas tardias confundem eleitores e atrasam a contagem, mesmo quando as alegações por trás delas são frágeis.

A decisão no Alasca provavelmente não será a palavra final. Qualquer lado pode recorrer, e a contagem no estado deve levar dias por causa das cédulas de voto ausente enviadas de vilarejos remotos.

Fonte: NBC News / Al Jazeera