Meio ambiente

Canadá é orientado a se preparar para até 5°C de aquecimento em relatório climático federal contundente

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Um Canadá mais quente

Os canadenses devem se preparar para um futuro até 5 graus Celsius mais quente, de acordo com um novo relatório federal que resume as mais recentes ciências sobre como um planeta em aquecimento afetará o país.

A segunda edição do Relatório sobre o Clima em Mudança do Canadá, divulgado esta semana, alerta que, sob as atuais políticas climáticas globais, o aquecimento médio no Canadá pode chegar a 5°C até o ano 2100. Isso é aproximadamente o dobro da média global, porque as regiões de alta latitude aquecem mais rápido que o resto do planeta.

Ciência climática com mais confiança

O relatório descreve como será esse futuro. Os canadenses devem esperar décadas de temporadas de incêndios florestais mais severas, mais dias de calor extremo, aumento do nível do mar, degelo do permafrost e recursos hídricos cada vez menores à medida que as geleiras encolhem.

Essas mudanças não são cenários distantes, observam os autores. A fumaça de incêndios florestais já cobre partes do país na maioria dos verões, e as ondas de calor se tornaram mais longas e intensas em cidades que antes eram poupadas. O relatório é uma síntese de pesquisas sobre como as mudanças climáticas afetam o Canadá, e a nova edição afirma sua descoberta central com maior confiança do que antes: a queima de combustíveis fósseis, que chama de atividades humanas, é responsável pelo aquecimento.

Inundações aumentam urgência

Os cientistas descrevem o quadro geral como longe de benigno, mesmo em níveis mais baixos de aquecimento, e dizem que alguns impactos agora são inevitáveis por causa dos gases de efeito estufa já na atmosfera. O resumo chegou dias depois que enchentes relâmpago inundaram estradas e porões em Toronto, uma cidade atingida por vários eventos de chuva intensa nos últimos anos. Ativistas climáticos apontaram essas enchentes como um exemplo das perturbações que o relatório descreve.

O relatório não é puramente um aviso. Ele diz que cortes de emissões mais profundos e rápidos manteriam o aquecimento bem abaixo do pior caso, e que investir em adaptação agora reduzirá os custos depois. Mas é direto sobre a troca: cada atraso trava mais mudanças com as quais os canadenses terão que conviver.

Fonte: CBC News