Meio ambiente

Gelo marinho do Ártico atinge nível mais baixo de inverno já registrado enquanto calor global persiste

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Um recorde baixo no pico do inverno

O gelo marinho do Ártico atingiu seu máximo de inverno mais baixo já registrado, relataram cientistas esta semana. A cobertura de gelo parou de crescer em março em um tamanho menor do que qualquer inverno desde que satélites começaram a rastreá-lo em 1979.

O pico deste ano foi cerca de 1,4 milhão de quilômetros quadrados abaixo da média das últimas décadas. O gelo que falta é aproximadamente do tamanho do Alasca.

Pesquisadores do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo chamaram o resultado de consistente com uma tendência de longo prazo. O gelo de inverno encolheu constantemente por mais de 40 anos.

Calor empurra o sistema além dos limites antigos

O ano de baixo gelo segue meses de calor recorde. Oceanos globais registraram seu julho mais quente já registrado, e temperaturas do ar sobre o Ártico ficaram muito acima do normal durante o inverno.

Água quente é o principal motor. O calor do oceano armazenado durante o verão é liberado lentamente no inverno, desacelerando o crescimento de novo gelo. Ventos fortes também podem empurrar o gelo para longe da costa e quebrá-lo.

Cientistas dizem que um padrão El Niño se desenvolvendo no Pacífico está adicionando calor ao sistema. Isso pode tornar a próxima temporada de derretimento especialmente severa. O padrão corresponde à tendência de aquecimento vista em toda a região do Ártico nos últimos anos.

Por que o encolhimento do gelo importa

A perda de gelo marinho faz mais do que mudar o mapa. Água aberta absorve mais luz solar do que gelo brilhante, então o Ártico aquece mais rápido à medida que o gelo desaparece. Esse ciclo de feedback acelera o aquecimento em todo o planeta.

A vida selvagem também é afetada. Ursos polares, morsas e focas dependem do gelo para caçar e descansar. Comunidades costeiras enfrentam ondas mais fortes e erosão à medida que a plataforma de gelo protetora afina.

Cientistas alertam que o Ártico pode ver verões sem gelo nas próximas décadas. O recorde deste ano é outro marco nesse caminho. Pesquisadores publicarão uma análise completa da temporada de derretimento deste ano no outono.

Fonte: NBC News