Política

USPS constrói sistema de triagem de votos pelo correio apesar de batalha judicial, alerta denunciante

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O que o novo sistema faz

O Serviço Postal dos EUA está correndo para construir um sistema de computador para triar votos pelo correio antes das eleições de meio de mandato de novembro, mesmo com tribunais avaliando desafios à ordem executiva por trás dele. Um denunciante disse ao Congresso que o sistema é tão apressado e tão pouco testado que um único erro de digitalização pode rejeitar lotes inteiros de votos.

Em março, o presidente Donald Trump ordenou que o Serviço Postal criasse novas regras para votação pelo correio. A ordem exige que os estados forneçam ao USPS uma lista de todos os eleitores elegíveis para receber votos pelo correio. O USPS então usa essas listas para decidir quais votos são enviados aos eleitores e quais são triados. Autoridades da agência foram encarregadas de construir os detalhes, incluindo um novo portal onde os estados enviam informações dos eleitores e o software que roda por trás dele. Grupos de direitos de voto dizem que o acordo permite que o governo federal controle como os votos circulam pelo correio em uma eleição que a Constituição deixa aos estados.

Denunciante levanta alarmes

Um denunciante disse ao Congresso que o USPS tentou construir em cerca de três meses um sistema que normalmente levaria um ano ou mais. A pessoa disse que o portal que conterá informações dos eleitores tem problemas operacionais e o sistema quase não foi testado. Como as agências geralmente planejam uma taxa de erro conhecida, a falta de planejamento para erros é uma preocupação: uma única falha de digitalização pode atrasar ou rejeitar lotes inteiros de votos. O denunciante também disse que o trabalho às vezes continuou mesmo depois que juízes ordenaram sua parada. O senador Richard Blumenthal chamou o projeto de "perigosamente apressado e potencialmente ilegal" e disse que o USPS não tem capacidade técnica e operacional para executá-lo de forma justa. O deputado Robert Garcia descreveu a política como "uma tomada de poder inconstitucional e perigosa".

Batalhas judiciais continuam

Mais de duas dúzias de procuradores-gerais estaduais democratas e organizações de direitos de voto contestaram a ordem de Trump no tribunal. Eles argumentam que viola a disposição constitucional que dá aos estados a responsabilidade de conduzir eleições. Críticos temem que a administração queira controlar a entrega de votos para influenciar as eleições de meio de mandato. Trump diz que as medidas são necessárias para proteger a segurança das eleições. O relato do denunciante trouxe o assunto de volta aos olhos do público justamente quando os estados começam a enviar votos para novembro, quando milhões de americanos devem votar pelo correio.

Fonte: AP News