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Trump faz discurso em horário nobre alegando interferência eleitoral chinesa e divulga documentos censurados

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Discurso em horário nobre miou Pequim

O presidente Donald Trump usou um discurso no Salão Oval em horário nobre na quinta-feira para alegar interferência chinesa não reportada anteriormente nas eleições dos EUA, parte de um discurso abrangente focado na segurança eleitoral. Ele divulgou um lote de documentos fortemente censurados que, segundo ele, provariam o envolvimento de Pequim na eleição de 2020. A China rejeitou imediatamente as alegações, classificando-as como infundadas e motivadas politicamente.

O discurso, que Trump antecipou como um grande anúncio sobre integridade eleitoral, gerou duras críticas de democratas, que acusaram o presidente de fabricar uma crise para minar a confiança no sistema eleitoral antes das eleições de meio de mandato de novembro.

Temor nas eleições de meio de mandato

Com os republicanos defendendo maiorias estreitas em ambas as câmaras do Congresso, o foco de Trump na integridade eleitoral se intensificou. O presidente tem repetidamente colocado em dúvida o voto por correspondência e questionado a segurança dos sistemas de votação eletrônica. Críticos alertam que sua retórica pode corroer a confiança pública e preparar o terreno para resultados contestados. As principais redes de TV ficaram divididas sobre transmitir ou não o discurso ao vivo, refletindo profundas divisões sobre as alegações do presidente.

Consequências no Congresso

O discurso ocorre em meio a uma semana movimentada no Capitólio. O Senado considera a nomeação de Jay Clayton para um cargo importante no Departamento de Justiça, enquanto os legisladores debatem uma proibição de negociação de ações e uma legislação sobre regulamentação de criptomoedas. Os democratas pressionaram Clayton sobre sua posição em relação a intimações do New York Times durante sua audiência de confirmação.

Source: Politico