A Suprema Corte ficou ao lado do governo Trump em novas restrições para votos pelo correio, decisão que pode moldar as eleições de meio de mandato em novembro. O veredito abre caminho para regras mais rígidas sobre como os votos são coletados e contados.
A decisão do tribunal faz parte de um esforço mais amplo do governo para mudar como as eleições federais são conduzidas. A Casa Branca também agiu para assumir o controle do Serviço Postal em meio a planos de reformular os procedimentos de votação.
O que a decisão muda
As novas regras impõem limites à votação pelo correio em vários estados. Grupos de direitos de voto dizem que as restrições dificultarão a votação para milhões de americanos, especialmente eleitores mais velhos e aqueles em áreas rurais.
Apoiadores das regras dizem que elas protegerão a integridade eleitoral e reduzirão o risco de fraude. Eles apontam pesquisas que mostram que a maioria dos americanos apoia requisitos de identificação de eleitores e outras salvaguardas.
Críticos dizem que há pouca evidência de fraude generalizada na votação pelo correio. Eles argumentam que o objetivo real é reduzir a participação entre grupos que tendem a votar nos democratas.
Reação dos dois partidos
Os democratas condenaram a decisão. O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, disse que seu partido continuará lutando pelo acesso ao voto e prometeu supervisão rigorosa do governo se os democratas vencerem a Câmara.
Os republicanos saudaram a decisão. Líderes do partido disseram que ela restaura a confiança no processo de votação e dá orientação clara aos estados antes da campanha de outono.
A decisão chega semanas antes de importantes segundos turnos das primárias. Na Carolina do Sul, eleitores republicanos vão às urnas na terça-feira para um segundo turno do Senado entre Darline Graham e Ralph Norman. O presidente Trump fez campanha forte por Graham, e um super PAC dirigido por seus conselheiros gastou quase US$ 800 mil em sua campanha.
O que observar
Os estados agora trabalham para atualizar suas regras de votação antes de novembro. Autoridades eleitorais alertam que mudanças feitas tarde no ciclo podem criar confusão nos locais de votação.
Desafios legais devem continuar. Vários processos movidos por grupos de direitos de voto ainda tramitam em tribunais inferiores.
As eleições de meio de mandato serão o primeiro teste nacional das novas regras. Ambos os partidos sabem que como os votos são lançados e contados pode decidir qual deles controla o Congresso.