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Ucrânia relata ataques russos a usinas de energia horas após cessar-fogo energético de Trump

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Ataques relatados um dia após o anúncio

A Ucrânia afirmou que as forças russas atingiram instalações de energia e outros alvos menos de 24 horas depois de o presidente Donald Trump anunciar o que chamou de "cessar-fogo energético" entre Rússia e Ucrânia. Trump escreveu nas redes sociais na manhã de domingo que ambos os lados concordaram em parar de atacar a infraestrutura energética "com efeito imediato" e alertou: "Não quebrem isso!"

A alegação não foi confirmada por Moscou. Na segunda-feira, autoridades ucranianas relataram ataques de drones em todo o país e novos bombardeios a usinas de energia, incluindo danos na cidade nordestina de Kharkiv, onde equipes de resgate apagaram incêndios em casas destruídas. Relatos indicaram que pelo menos seis pessoas morreram na onda de ataques.

Kremlin vincula qualquer pausa a uma eleição ucraniana

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia estaria pronta para interromper os ataques à Ucrânia "especificamente no dia da eleição" se a Ucrânia realizar uma votação, e acusou Kiev de querer um cessar-fogo de 60 dias "para reunir forças, curar suas feridas e continuar a guerra".

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, falando no Fórum de Segurança de Varsóvia, disse que realizar uma eleição durante a guerra seria ilegal e que a Ucrânia precisaria de garantias de segurança antes que qualquer votação pudesse ser segura. Ele rejeitou a ideia de pressão externa sobre quem deveria liderar o país. "Com todo o respeito ao presidente Trump, cabe à nossa sociedade, cabe ao nosso povo escolher um ou outro líder", disse ele.

Acordo de diesel aumenta a tensão

A alegação de cessar-fogo veio dias depois de Trump dizer que fechou um acordo com o presidente russo Vladimir Putin para a Rússia fornecer diesel aos Estados Unidos e aos mercados mundiais, parte de um esforço para baixar os preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato nos EUA. O plano atraiu críticas de autoridades ucranianas e europeias, que disseram que o dinheiro ajudaria a pagar o esforço de guerra da Rússia, e de um grupo bipartidário de senadores americanos que querem que o plano seja revertido.

Analistas permaneceram céticos de que a trégua energética se sustentaria. A guerra caminha para outro inverno com ambos os lados atacando a infraestrutura elétrica, e cada lado acusa o outro de atingir áreas civis. Por ora, a distância entre o anúncio em Washington e a situação no terreno na Ucrânia é tão grande quanto era antes da publicação.

Fonte: The Guardian