Um dono, duas redações
A Paramount Skydance concluiu na terça-feira sua aquisição de US$ 110 bilhões da Warner Bros. Discovery, fechando um acordo que levou mais de um ano de lances e batalhas regulatórias. A empresa combinada agora se chama Skydance e é liderada pelo diretor-executivo David Ellison. Ela coloca CBS News e CNN, HBO Max e Paramount+, e os estúdios Warner Bros. e Paramount Pictures sob o mesmo teto.
A juíza da Suprema Corte Elena Kagan negou uma tentativa de última hora de impedir o fechamento. Um juiz da Califórnia aprovou um acordo com a Califórnia e outros 11 estados que haviam processado por motivos antitruste e levantado preocupações sobre a independência jornalística da CNN. Pelo acordo, a empresa combinada deve lançar pelo menos 30 filmes nos cinemas a cada ano e criar um conselho editorial para supervisionar a CNN e a CBS News.
O que muda dentro da empresa
O diretor financeiro da Paramount, Dennis Cinelli, mantém o mesmo cargo na Skydance. Casey Bloys, que comandava a HBO, torna-se diretor de conteúdo. O chefe da CBS Sports, David Berson, assume a operação esportiva combinada, enquanto o principal executivo de esportes da Warner Bros. Discovery, Luis Silberwasser, deixa a empresa. O diretor-executivo da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, sai com uma indenização de aproximadamente US$ 886,8 milhões. A liderança da CNN permanece no cargo por enquanto.
Por que isso importa para espectadores e rivais
O acordo entrega dois dos estúdios mais antigos de Hollywood e duas das maiores redações dos Estados Unidos a um único dono, justamente quando os gastos com streaming desaceleram e a frequência aos cinemas permanece abaixo dos níveis anteriores a 2020. O compromisso de 30 filmes é uma promessa escrita rara sobre lançamentos nos cinemas, e os estados podem multar a empresa se ela não cumprir.
A atenção agora se volta para a biblioteca combinada, que inclui Missão: Impossível, Harry Potter, DC Comics e Top Gun, e para a rapidez com que a Skydance cortará custos sobrepostos. Netflix, Disney e Amazon observarão se um estúdio maior e mais enxuto muda quanto dinheiro vai para filmes e séries nos próximos dois anos.