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Moscou atingida por ataque recorde de drones no fim da votação parlamentar russa

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Maior refinaria de Moscou atingida

A Ucrânia enviou uma onda recorde de drones contra Moscou no domingo, último dia da eleição parlamentar russa. O prefeito Sergei Sobyanin disse que mais de 1.600 drones foram abatidos em toda a Rússia desde sábado, e que cerca de 450 se aproximavam da capital. Vários atingiram a Refinaria de Moscou e um atingiu um prédio residencial em Kotelniki. As autoridades russas relataram pelo menos duas mortes. Vídeo publicado pelo presidente ucraniano mostrou a refinaria em chamas no início do domingo, e a emissora alemã DW chamou o ataque de o maior contra Moscou na guerra até agora.

Votação termina sem oposição real

Os ataques ocorreram quando as urnas fecharam na eleição de 18 a 20 de setembro. O pleito ofereceu prêmios por votação online e, segundo críticos, nenhum candidato genuíno de oposição, com a maioria das vozes independentes barrada. A mídia estatal apresentou o comparecimento como demonstração de apoio enquanto alertas de ataque aéreo soavam na capital. A Rússia central tornou-se zona de alvo, não retaguarda. A refinaria atingida abastece a região de Moscou, e danos repetidos a instalações de refino e exportação forçaram o racionamento de combustível nos últimos meses.

Vizinhos alertam para risco maior

A Polônia disse que drones russos entraram em seu espaço aéreo e prometeu uma resposta séria, mas não provocativa. Autoridades ucranianas pediram ajuda dos aliados para proteger a rede ferroviária após a Rússia intensificar ataques a trens e trilhos que transportam armas e grãos. A Ucrânia passou meses atingindo refinarias, oleodutos e portos para cortar a receita de petróleo que financia a guerra. Cada ataque eleva o custo de manter o sistema energético russo, e equipes de reparo agora trabalham em locais muito atrás da linha de frente.

Sobyanin disse que as defesas aéreas operaram durante a noite e que equipes de emergência foram enviadas à refinaria e ao prédio danificado. O Exército ucraniano não comentou os alvos específicos, e ambos os lados continuam a trocar ataques de longo alcance contra instalações energéticas e centros de transporte.

Fonte: CNN / DW / Al Jazeera