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Acusação dos EUA adiciona crime de tortura contra Maduro e sua esposa

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Novas acusações em um caso antigo

Promotores federais em Manhattan divulgaram na quinta-feira uma acusação substitutiva que acusa o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, de conspirar para torturar prisioneiros. O documento adiciona uma acusação de conspiração para tortura às acusações que o casal já enfrenta. Maduro e outras 14 pessoas foram indiciados pela primeira vez no Distrito Sul de Nova York em março de 2020.

A acusação afirma que o casal trabalhou com altos funcionários venezuelanos para infligir dor física e mental severa a membros da oposição política, silenciar dissidentes e proteger sua permanência no poder. O documento descreve espancamentos, choques elétricos e asfixia. Um funcionário citado no documento é acusado de ordenar o assassinato de opositores e de ameaçar a vida do filho de um prisioneiro.

Americanos entre as supostas vítimas

Promotores dizem que mais de uma dúzia de cidadãos americanos foram torturados enquanto estavam sob custódia do governo venezuelano. O diretor do FBI, Kash Patel, disse em comunicado que os supostos abusos incluíram drogas, eletrocussão e agressão sexual, e que os responsáveis agora responderão por seus crimes.

As alegações também abrangem militares que Maduro temia que pudessem se voltar contra ele. Investigadores dizem que ele autorizou a DGCIM, a agência de inteligência militar da Venezuela, a usar tortura contra oficiais suspeitos de deslealdade, segundo reportagens sobre o caso.

O que vem a seguir

Maduro, 63 anos, e Flores, 69, estão sob custódia federal desde janeiro, após Maduro ser removido do poder. Eles se declararam inocentes das acusações anteriores de narcoterrorismo e tráfico de cocaína. O julgamento dessas acusações está marcado para junho de 2027.

A nova acusação não altera esse calendário, mas amplia o caso contra o ex-líder. Advogados que acompanham o assunto dizem que acusações de tortura podem ser mais difíceis de provar do que as de drogas, porque dependem do testemunho de vítimas e ex-funcionários, muitos dos quais permanecem na Venezuela. A pressão sobre o círculo íntimo de Maduro aumentou desde que ele deixou o cargo, com vários ex-assessores agora cooperando com investigadores dos EUA.

Fonte: AP / CBS News / Reuters