Saúde

Vacina experimental contra KRAS mostra potencial contra câncer de pâncreas

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Atacando uma mutação teimosa

Uma vacina experimental projetada para atingir a mutação do gene KRAS mostrou potencial na prevenção do câncer de pâncreas, segundo resultados iniciais de testes. A mutação KRAS aparece na maioria dos cânceres de pâncreas e tem sido um dos alvos mais difíceis da medicina. Por décadas, cientistas lutaram para encontrar qualquer droga que pudesse bloqueá-la. Novas vacinas e outros tratamentos estão finalmente mudando esse cenário.

O câncer de pâncreas é um dos mais mortais. A maioria dos pacientes é diagnosticada em estágio avançado, quando a cirurgia não é mais possível. A taxa de sobrevivência em cinco anos permanece baixa, então os médicos estão desesperados por novas ferramentas.

Como a vacina funciona

A vacina treina o sistema imunológico para reconhecer células que carregam a proteína KRAS mutada. Ela usa uma abordagem personalizada, com cada dose construída em torno das mutações tumorais do próprio paciente. No teste inicial, pacientes que receberam a vacina desenvolveram fortes respostas imunológicas contra suas células cancerígenas. Alguns pacientes permaneceram livres de recorrência por mais tempo do que o esperado. Os pesquisadores disseram que os resultados são iniciais, mas encorajadores.

A abordagem é diferente da quimioterapia. A quimioterapia ataca todas as células de crescimento rápido. A vacina visa apenas células com a mutação específica, o que significa menos efeitos colaterais.

O que vem a seguir

A vacina agora está avançando para testes maiores que a compararão com um placebo. Outras equipes estão testando vacinas KRAS para câncer de pulmão e cólon, onde a mesma mutação é comum. Se os testes maiores forem bem-sucedidos, a abordagem pode mudar como pacientes de alto risco são tratados. Os médicos disseram que os pacientes não devem esperar que a vacina esteja disponível em breve. O processo de testes leva anos, e a aprovação não é garantida. Mas para um câncer com tão poucas opções, os primeiros sinais oferecem um novo fio de esperança.

Fonte: Medical News Today