Ceticismo bipartidário sobre independência
O procurador-geral interino Todd Blanche compareceu perante o Comitê Judiciário do Senado em 16 de julho buscando confirmação permanente, enfrentando perguntas contundentes tanto de democratas quanto de republicanos sobre seus laços estreitos com o presidente Trump. O senador Chris Coons disse a repórteres após a audiência que Blanche "ainda se vê como advogado pessoal de Trump". Blanche atuou anteriormente como advogado de defesa de Trump em vários casos criminais antes de ser nomeado para liderar o Departamento de Justiça de forma interina, depois que Pam Bondi deixou o cargo em abril.
Controvérsia dos arquivos de Epstein
Blanche pediu desculpas no Capitólio pelo que chamou de "erros" na divulgação de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. Os legisladores o pressionaram sobre se o Departamento de Justiça havia administrado mal a divulgação, com alguns sugerindo que considerações políticas influenciaram o momento e o escopo da liberação. Blanche prometeu restaurar a transparência, mas ofereceu poucos detalhes.
Perguntas sobre política de aborto e terceiro mandato
Senadores também pressionaram Blanche sobre o acesso a pílulas abortivas, a ação judicial entre Trump e o Internal Revenue Service, e a elegibilidade do presidente para um terceiro mandato. Blanche disse que teve divergências com Trump e que manteria a independência do Departamento de Justiça, embora os críticos permaneçam céticos. Sua confirmação colocaria um leal a Trump permanentemente no comando da principal agência de aplicação da lei do país.