Um recorde baixo para o início de outubro
O gelo marinho antártico caiu a um recorde baixo para este ponto do ano. A extensão do gelo marinho era de 16,73 milhões de quilômetros quadrados em 1º de outubro de 2026, a menor para essa data no registro por satélite. Em 5 de outubro, a área de gelo estava 1,77 milhão de quilômetros quadrados abaixo da média de 1981 a 2010, a maior anomalia negativa registrada para o dia.
O que os cientistas observam
O gelo marinho antártico geralmente atinge seu máximo anual no final de setembro ou início de outubro. A NASA e o National Snow and Ice Data Center confirmarão o máximo de 2026 assim que os cientistas tiverem certeza de que o crescimento sazonal terminou. Satélites monitoram o gelo marinho polar há quase cinco décadas, começando com o Nimbus-7 da NASA em 1978.
O quadro no norte
No Ártico, o gelo marinho atingiu seu mínimo anual de 2026 no mês passado, continuando um longo declínio. Pesquisa publicada neste ano descobriu que a ressurgência impulsionada pelo vento ajudou a puxar água mais quente do oceano profundo em direção à superfície ao redor da Antártida. Esse processo encerrou um período em que o gelo marinho havia crescido por décadas e ajudou a impulsionar a queda acentuada vista desde 2016.
Cientistas dizem que os dois polos não se comportam da mesma maneira, e as tendências antárticas mostram mais variação ano a ano do que o Ártico. Mesmo assim, várias estações recentes estabeleceram novos recordes. A perda de gelo marinho afeta a circulação oceânica, a vida selvagem como pinguins e krill, e a superfície brilhante que reflete a luz solar e ajuda a manter o planeta frio. Pesquisadores continuam a observar se os mínimos recentes marcam uma mudança duradoura ou uma sequência de anos incomuns.