Lendo o pergaminho genético
A técnica usa um método suave de coleta de material celular da superfície de pergaminhos de pele animal. A equipe processou com sucesso 351 amostras de documentos que datam do século VIII ao início do século XX, originários da Inglaterra, Europa continental, Oriente Médio e nordeste da África.
O que o DNA revela
O material genético recuperado fornece informações sobre as raças de gado usadas na produção de pergaminho, tamanho dos animais e doenças presentes no abate. Os resultados iniciais mostram que os fabricantes medievais usavam uma gama mais ampla de raças bovinas do que se supunha, com algumas regiões especializadas em pele de ovelha, outras em cabra ou bezerro.
Preservação do patrimônio
Estudos tradicionais de DNA antigo exigem corte ou perfuração – inaceitável para manuscritos raros. O novo método preserva os documentos completamente. "Essas coleções são um grande arquivo biológico preservado por séculos", disse o coautor Matthew Breen.