Política

Disputas ao Senado no Alasca e no Mississippi seguem sem resultado enquanto democratas ampliam maiorias

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O Alasca conta, lentamente

A disputa ao Senado no Alasca continua aberta. A ex-deputada Mary Peltola, democrata, liderava o senador republicano Dan Sullivan por 637 votos com cerca de 78% das cédulas contadas, segundo apurações publicadas na quinta-feira. A maioria das cédulas ainda pendentes são votos por correio de distritos remotos, que podem chegar até 15 dias após o dia da eleição.

Se nenhum candidato alcançar 50% das primeiras escolhas, o estado realiza uma contagem por voto preferencial, e essa contagem não está prevista para começar antes de 18 de novembro. Dois outros candidatos dividiram alguns milhares de votos: Gerald Heikes obteve cerca de 4.800 e Daniel J. Sullivan Jr, que tem o mesmo nome do titular, obteve cerca de 3.600. Uma análise dos dados de votação constatou que mais de um terço desses eleitores não classificou mais ninguém, de modo que suas cédulas não seriam transferidas em rodadas posteriores.

Peltola pediu aos apoiadores que aguardem a contagem. O Departamento de Justiça ainda tem uma ação pendente sobre a certificação, agora no 9º Circuito.

O Mississippi depende dos provisórios

No Mississippi, o democrata Scott Colom liderava a senadora republicana Cindy Hyde-Smith por alguns votos. Sua campanha disse que cerca de 15.000 cédulas provisórias ainda precisam ser verificadas antes que um resultado seja possível. A lei estadual não estabelece prazo fixo para esse trabalho.

Nenhuma das disputas altera o controle da Casa. Os democratas já viraram sete cadeiras no Senado e pelo menos 32 na Câmara, garantindo maiorias em ambas as casas pela primeira vez no segundo mandato de Trump.

O que a nova maioria quer primeiro

O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, disse que o partido se concentraria no custo de vida e na responsabilização. Ele também afirmou que o presidente deveria encerrar a guerra no Irã antes que o novo Congresso tome posse em janeiro.

Os democratas também conquistaram governos estaduais, incluindo o do Texas, e Keisha Lance Bottoms se tornou a primeira mulher negra eleita governadora de um estado, na Geórgia. Espera-se que James Talarico assuma uma cadeira no Senado do Texas que os democratas não ocupavam há 38 anos.

O partido herda um conjunto estreito de opções. A maior parte dos gastos e dos poderes de guerra ainda passa pela Casa Branca, e qualquer novo programa precisa de 60 votos no Senado. Os primeiros testes reais virão com o financiamento do governo em janeiro.

Fonte: The New York Times