Ciência

Cientistas usam IA para criar 16 novos vírus não encontrados na natureza

23 visualizações

IA projeta novos genomas virais

Cientistas usaram inteligência artificial para criar 16 novos vírus que não existem na natureza. A equipe treinou um modelo em grandes bibliotecas de DNA e depois pediu que ele projetasse genomas virais.

Quando os pesquisadores construíram os projetos em laboratório, 16 deles produziram vírus funcionais. Os resultados mostram que a IA pode gerar agentes biológicos totalmente funcionais. Os vírus foram cultivados em condições controladas de laboratório sob regras rígidas de segurança.

O trabalho foi publicado junto com uma explicação detalhada dos métodos. Os pesquisadores dizem que seu objetivo é entender como os vírus evoluem e como se defender deles.

Preparando-se para ameaças futuras

A equipe argumenta que vírus projetados por IA podem ajudar cientistas a se prepararem para surtos antes que eles aconteçam. Ao estudar novas formas virais, pesquisadores podem testar vacinas e medicamentos antecipadamente.

Eles também dizem que a abordagem pode acelerar a descoberta de tratamentos para bactérias resistentes a medicamentos. Alguns dos vírus criados no estudo infectam bactérias em vez de células humanas.

"Estamos aprendendo as regras do design viral", disse um dos autores. "Esse conhecimento pode ser usado para defesa e descoberta."

Debate sobre biossegurança esquenta

O estudo reacendeu um debate de longa data sobre IA e biossegurança. Alguns especialistas dizem que a capacidade de projetar novos patógenos em laboratório carrega riscos que precisam de supervisão rigorosa.

Outros observam que os vírus foram feitos sob condições controladas e que trabalhos semelhantes têm sido feitos há anos com ferramentas mais antigas. Eles argumentam que o risco real está em diminuir a barreira para atores mal-intencionados.

Governos já estão escrevendo regras para IA na biologia. Corpos internacionais estão debatendo novas regras que exigiriam supervisão para esse tipo de trabalho. Os pesquisadores dizem que seguiram as diretrizes existentes e compartilharam seu trabalho com revisores de segurança antes da publicação.

Fonte: The New York Times